28 Signs You’re Wasting Your Youth

Thought Catalog

1. You spend an inordinate amount of time before any moderate-to-big decision worrying — not about how you feel about it, but how others might perceive it.

2. You have already given up on several goals because you deem yourself “not good enough.”

3. You are putting off a move to the city of your dreams because you are too afraid that you won’t be able to make new friends or start a new social life.

4. You don’t participate in hobbies that you could easily pursue in your area for fear of looking incompetent or slow in your group.

5. You aren’t learning the language you have always wanted to learn, even though the materials to start are all right at your fingertips.

6. You are staying in a relationship not particularly because you want to be with this person for the long term, but because it is preferable…

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Achados do fundo de um baú.

Ontem à noite você apareceu de novo e repentinamente na minha vida. Sabia que eu já havia me acostumado com a sua ausência? No começo não foi fácil… Nossa! Ouso dizer que foi a pior coisa a qual tive de sobreviver. Sim, sobreviver, porque acho errado definir os meses “pós você” como vida. Tudo que eu fazia era viver em modo automático: dormir, acordar diversas vezes durante a madrugada achando que você tinha me procurado, me decepcionar com nós dois por não funcionarmos juntos, e uma vez ou outra dizer alguma coisa pros meus pais, na vã tentativa de enganá-los, que eu estava bem e conseguia ser feliz sem você. Perdi contato com meus melhores e mais fiéis amigos, inventei dores e problemas mirabolantes para não ter que sair de casa, me entupi de remédios para criar uma falsa sensação de felicidade e o pior de tudo, perdi meses da minha vida sendo menos que nada, uma miserável. Você sabia que nunca contei aos meus pais que foi você quem terminou comigo? Disse que EU me senti cansada da nossa relação, que EU não conseguia mais lidar com a distancia física que nos separava, que EU estava desperdiçando minha vida e não conseguia mais continuar com aquilo. Também falei que fiz isso porque queria que você fosse feliz, coisa que não vinha acontecendo comigo ao seu lado. Lembra dessas palavras? Duvido que sim, mas elas nunca saíram da minha cabeça. É um lembrete constante e impagável de que eu  não podia ser tudo que você queria, que nunca fui boa o suficiente. Talvez, com o tempo, eu vá esquecer você dizendo tudo isso e finalizando com “eu sempre vou amar você”. 

Acho que essa sua ultima frase foi a que mais me machucou, me agarrei fortemente a ela para não afundar e ao invés de funcionar como uma bóia, se tornou uma pesada ancora que me puxou mais e mais fundo. Afinal, se você sempre vai me amar, por que saiu da minha vida daquele jeito? 

“O amor é paciente, não é egoísta…” Mas o seu o amor, se é que ele foi real algum dia, se mostrou o oposto disso. Se a distancia te cansou, por que não foi mais paciente? Poderíamos ter feito funcionar de alguma outra maneira, não me lembro de ter me oposto a qualquer idéia para nos vermos durante nosso namoro. E por que foi tão egoísta? Disse que queria a minha felicidade. PORRA! Será que nunca percebeu que a minha felicidade é era você? A partir do momento que você saiu da minha vida passei pelos dias, semanas, meses e anos mais medíocres e infelizes. E não adianta dizer que fez o que achou melhor para a minha felicidade, porque você não me deu escolha, não me deu a chance de dizer que não havia como eu ser feliz longe de ti. Ouvi calada, li entre incontáveis soluços e lagrimas tudo que você disse, vi você partir sem poder fazer nada, exceto agradecer pelos momentos maravilhosos que passamos juntos, pelo quanto eu aprendi ao seu lado, por ter me tornado uma pessoa melhor… Lembro de tudo o que eu disse na ultima SMS que mandei naquele dia de dezembro (e ate hoje não recebi a resposta), que esperava ter te ensinado coisas boas assim como você fez comigo, que eu te amo… amava demais e esperava que você fosse muito feliz, porque você definitivamente merecia toda a felicidade do mundo. Depois dos meses da grande depressão, popularmente chamada de “pós você”, comecei a colocar minha vida nos eixos, meus amigos aos poucos me aceitaram de volta sob o juramento que eu não iria te aceitar de novo ou sofrer de novo. Doeu, mas consegui aceitar os termos deles e agradeço até hoje por tudo que eles fizeram para me ajudar. Na minha primeira grande conquista “pós você”, corri para meu quarto pegando o celular para te mandar uma SMS, mas lembrei que você havia pedido que não nos falássemos mais. Isso aconteceu mais algumas vezes e finalmente aprendi que tinha acabado tudo entre nós, por mais que esse pensamento fizesse meu coração doer. Cerca de um ano “pós você”, você voltou a dar sinais de vida, mandando sms e mensagens anônimas nos meus perfis de redes sociais e eu ignorei quase todas. Sabe por quê? Porque não queria te ter de volta sabendo que novamente iria sumir do nada e me deixar sem chão. O cargo de namorado nunca foi o mais importante, o que eu sempre priorizei foi a nossa amizade, nunca na minha vida tive alguém em quem confiasse tanto e quisesse compartilhar cada detalhe, mania, bobagem e segredos como aconteceu quando te conheci. Foi isso o que mais doeu quando o “nós” acabou, perdi meu melhor amigo e nunca houve ou haverá alguém que possa preencher esse lugar que costumava ser seu. Não estou acostumada a falar disso abertamente, mas quando você voltou a me assombrar (não digo isso no sentido ruim da coisa) nas redes sociais, decidi criar uma “nova eu”. Comecei a ir para baladas e bares todos os dias, fumei e bebi mais do que seria considerado normal (você sabe o quanto eu costumava desprezar cigarros e hoje são meu habito nos momentos de irritação), fiz coisas das quais me arrependo amargamente. Não tinha força nem vontade para te encarar e dizer tudo que estava preso desde o nosso fim, e com isso procurei maneiras nada ortodoxas de lidar com o que estava me matando por dentro. O que me parou foram as pessoas que me amam e nunca saíram do meu lado. Devo a minha vida a elas e nunca vou conseguir expressar o quanto sou grata a tudo que fizeram. Como diz aquela musica do Detonautas: “tô aprendendo a viver sem você, to aprendendo e não quero aprender…” Eu nunca quis que meu pesadelo nº 3 do top 5 se tornasse realidade, nunca quis aprender a viver sem suas SMS 24 horas por dia, nas quais sempre era o primeiro a me desejar bom dia, boa noite, parabéns ou até mesmo aquelas para me xingar por não me alimentar direito e viver a base de McDonald’s. Sem contar as SMS-Karaokê em que cantávamos aqueles sertanejos bem depressivos e engraçados que só nós conhecíamos (graças a você que sempre me mandava algum modão novo). Não quis aprender a não poder te contar no meio da noite o que me assustava e conseqüentemente não me deixava dormir. Agora que eu me acostumei a tudo isso, você volta com força total na minha cabeça. Queria conseguir mentir descaradamente dizendo que não senti sua falta, que não procurei suas qualidades em outros caras, que não ignorei tantos outros por medo que eles tivessem os mesmos defeitos que você, que não assisti filmes/séries/desenhos na expectativa de lembrar um pouquinho mais de você. E principalmente, que deixei de te amar. As vezes penso que você é meu karma. Não vou conseguir te esquecer completamente ou parar de gostar de você. Acho que é uma punição por algo que eu fiz em vidas passadas, você provavelmente riria mas sabe que eu acredito nessas coisas! Talvez realmente seja uma punição, porque uma amiga que tínhamos em comum me disse certo dia uma frase que havia lido em um livro: “você pode viver mil vidas e ainda assim não o mereceria”. Nesse dia eu percebi que era hora de tentar seguir em frente, afinal o “nós” não era pra ser, o destino quis assim. Não consegui descobrir e muito menos compreender realmente os seus motivos, mas sempre estarei aberta para uma outra explicação, acho que fiz por merecer algo maior e melhor que aquilo que me disse, à distancia. Depois desse desabafo acho que vou conseguir manter só as coisas boas na memória, lá no fundo eu já te perdoei e espero que tenha me perdoado se algum dia te fiz algum mal, te juro que, apesar de clichê, se errei foi na intenção de acertar e mostrar o quanto te amei. Em momento algum quis te pintar como o vilão da historia e peço perdão se o fiz assim. Prometo que se você, eventualmente, quiser me contar seu lado da historia irei retratá-la a sua maneira. Não houve um vilão na nossa historia, houve uma pessoa forte que colocou um ponto final e uma fraca, que aprendeu a ser forte. Ainda irei cair em momentos de fraqueza e tristeza, provavelmente irei te acusar de ser o fraco e não lutar por nós. Te imploro que não acredite nisso, é a velha “fraca eu” querendo arrebentar as amarras e tomar frente de tudo, ela é tudo que eu não quero voltar a ser, mas sempre vai tentar fazer um retorno triunfal. E pra sua informação, sempre quando chamar minha mãe de “mamãe” lembrarei de ti e o perfume de bebê nunca vai deixar de ser o meu favorito.